sexta-feira, 1 de junho de 2012

Conexão Jamaica

Título original: Shottas
Ano: 2002
Tempo: 98min
Censura: 16 anos
País: EUA
Produtora: Tiumph Films, Destination Films
















 
Armas, drogas, assassinatos, carros velozes, mulheres. É neste cenário que se apresenta o drama urbano “Conexão Jamaica’’. A historia que começa nas perigosas ruas de Kingston transmite fortemente a realidade vivida pelo povo daquela região. Acentuando cenas que mostram como a violência influi na formação e marginalização das crianças locais.
Duas dessas crianças são Biggs (Kymani Marley) e Wayne (Spragga Benz), dois rapazes que crescem em meio a tiros, roubos, injustiças, problemas sociais, se tornando dois "shotta" (termo jamaicano para gângster). Ainda Jovens, os dois se mudam para Miami iniciando uma perigosa vida no crime, obtendo muito dinheiro e posses. No entanto, a todo o momento estavam na mira de policiais e gangues inimigas. Apesar de toda a frieza por parte dos dois no filme (assaltos, assassinatos) durante o toda a trama a fidelidade e proteção de um ao outro superava tudo.
Um ponto relevante do longa-metragem é a visão dos jamaicanos menos favorecidos sobre os Estados Unidos. É sonho de todo jovem ir aos EUA para melhorar de vida, obter melhores chances de sobrevivência. É o que ocorre com os personagens da trama, que saem de seu país para Miami, onde conseguem se envolver em gangs e enriquecer. É quando voltam a seu país para montar esquemas equivalentes ao de Miami. A criminalidade é constantemente abordada durante o filme. Podemos observar como é o comportamento existente entre gangs rivais, estando elas em frequentes conflitos. No entanto, é visível a irmandade e o instinto de proteção que existe entre os integrantes de cada grupo. É possível trazer a questão da violência e do tráfico de drogas para o cotidiano brasileiro. Portanto, para entender melhor as causas e consequências do mundo do crime, é interessante assistir ao filme.

sábado, 3 de março de 2012

"Eu vou te levar pro Rio na melodia de um assovio..."


Rio é um filme norte-americano, com direção de Carlos Saldanha, lançado em 2011 que concorreu ao Oscar como melhor canção original. A trama se passa no Rio de Janeiro quase integralmente. Começa com Blu (uma ararinha-azul, personagem principal) filhote, ainda aprendendo a voar. Blu é capturado, junto com outras aves e contrabandeado para os EUA, onde se perde do caminhão onde estava sendo transportado e é achado por Linda, que lhe cria e cuida. Blu é o último macho da espécie, e é procurado para acasalar com a última fêmea. Para isso precisa ir ao Brasil, onde mais contrabandistas os roubam. É a partir disso que toda a história se desenvolve.
Já tinha ouvido falar do dito filme, mas nunca me interessou assistir, até que veio essa história toda de Carlinhos Brown me despertar a curiosidade + alguém aqui em casa programar a televisão para mudar o canal exatamente na hora do filme. Eu até gostei. Pois bem...
                O filme é uma animação muito linda, muito bem feita e graciosamente arranjada para mostrar o que o Rio tem de melhor, pelo menos no que diz respeito ao aspecto físico.  Porém é aquela coisa do estereótipo do Brasil e do brasileiro por quem vê de fora: “no Brasil todo mundo pensa em festa, em samba”, “no Brasil, todo mundo tem instinto selvagem” ou ainda:  “lá só tem marginal... até os bichos roubam!”. No filme isso é mostrado o tempo inteiro. Os macaquinhos roubam os anéis, relógios, celulares. O garoto, órfão, sozinho, apesar de bom, faz o que sabe que é errado para conseguir dinheiro.
                Passa despercebidamente pra quem assiste só com a intenção de se divertir. Aliás, o filme é bastante engraçado, vale umas boas gargalhadas. Mas, por exemplo, o povo brasileiro retratado é muito igual, muito do mesmo jeito, da mesma cor, da mesma estrutura física. O Brasil é tão homogêneo assim? Além disso, o tão famoso “jeitinho brasileiro” também está presente na obra. Onde? Como é que os dois entram no sambódromo? Enganando o pobre do segurança, que fica atônito, com a cara de besta que se parece com a do garçom aqui. Hahaha! Isso não tem graça alguma: Uma coisa curiosa no filme é a questão do pássaro Blu que, ao sair do Brasil, se socializa, civiliza e, por sinal, se torna inteligente. Pelo único motivo de ter sido criado fora do Brasil, por uma americana?! Enfim...
                Mas a trilha sonora do filme, vamos combinar, é espetacular! Além da presença de boas melodias, boas letras e vozes, as músicas são cantadas quase inteiramente por artistas brasileiros. Ivete é a intérprete de uma composição especial para o filme que aparece nos créditos (que ódio!). Claro, não vamos esquecer da indicação ao Oscar. Não. O Brown jogou! Claro, não foi ele sozinho, mas vamos puxar um pouco o saco.
                A gente vê também a sensibilidade do cachorro, sua bondade, voluntariedade e vontade de se divertir. Isso é característica brasileira! Ao menos de boa parte da população. Além disso, Luiz (o cachorro) tem um sonho: voar. No fim do filme ele consegue... de asa delta.
                De resto, o filme é agradável, bem curtinho e com a história bastante bonita. Vale a pena assistir a ele sim. Mata a curiosidade, faz a pipoca, compra o refri. As risadas são garantidas, a beleza na telinha também. Bom filme!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Redes sociais: cada vez mais influentes

Todo mundo sabe: não é de hoje que as redes sociais fazem sucesso no Brasil. Não só no Brasil, no mundo inteiro. Orkut, Formspring, Twitter, Facebook,tumblr, youtube, flickr... Todos surgiram como grandes ferramentas de comunicação e viraram febre, principalmente entre nós jovens, que temos sede de publico, temos necessidade de nos mostrar, de nos fazermos notável em algum aspecto. Tiramos fotos com intenção única e exclusiva de postar, fazemos de tudo motivo de graça e comentários na rede. A obsessão de ganhar um mísero “curtir”, ou até mesmo um “compartilhar’’ nos prende, às vezes exageradamente, ao computador ou a qualquer aparelho que se conecte à rede. Mas no que isso realmente influi no nosso cotidiano, no nosso comportamento? Influi, principalmente, no nosso conhecimento de mundo. Influi na nossa forma de pensar e, assim, também na de agir.

Estando conectados, abrem-se inúmeras possibilidades e oportunidades. Podemos conhecer pessoas de qualquer lugar do mundo e até mesmo pesquisar sobre determinada região do globo, conhecendo diversos costumes e tendências. Tendência, eis a palavra que descreve exatamente o que são as redes sociais. Uma banda, uma roupa, e até mesmo um protesto podem ganhar grande força a partir da divulgação por parte dos internautas em um espaço totalmente aberto a diversos públicos. Como vem acontecendo nos últimos anos, mobilizações em torno de uma causa estão ocupando e obtendo sucesso nessas redes. Foi, por exemplo, através delas que houve participação dos jovens na mobilização da Primavera Árabe, nos dois últimos anos. O uso de redes sociais, em especial o Facebook, Twitter e Youtube, serviram como grandes mobilizadoras, sensibilizando a população não só Árabe, mas mundial, a lutar contra os regimes autoritários e centralizadores dominantes em diversos países do oriente médio.

A rede esteve ajudando tembém na comunicação e organização de protestos e revoltas civis. Mais comuns e simples, do que revoltas desse porte existem eventos e promoções. Esses vem ganhando cada vez mais força no mundo virtual, facilitando a comunicação e tornando o mundo cada vez mais globalizado e pequeno.

Aproveitando dessa ferramenta fantástica que é a internet, compartilharemos no nosso blog, o que se passa pelas nossas miseras cabeças de adolescentes diante de um mundo tão extenso de informações e questionamentos. E assim terminamos a primeira postagem de muitas que programamos para o 5 em 1!