Rio é um filme
norte-americano, com direção de Carlos Saldanha, lançado em 2011 que concorreu
ao Oscar como melhor canção original. A trama se passa no Rio de Janeiro quase
integralmente. Começa com Blu (uma ararinha-azul, personagem principal)
filhote, ainda aprendendo a voar. Blu é capturado, junto com outras aves e
contrabandeado para os EUA, onde se perde do caminhão onde estava sendo
transportado e é achado por Linda, que lhe cria e cuida. Blu é o último macho
da espécie, e é procurado para acasalar com a última fêmea. Para isso precisa
ir ao Brasil, onde mais contrabandistas os roubam. É a partir disso que toda a
história se desenvolve.
Já tinha
ouvido falar do dito filme, mas nunca me interessou assistir, até que veio essa
história toda de Carlinhos Brown me despertar a curiosidade + alguém aqui em
casa programar a televisão para mudar o canal exatamente na hora do filme. Eu
até gostei. Pois bem...
O
filme é uma animação muito linda, muito bem feita e graciosamente arranjada
para mostrar o que o Rio tem de melhor, pelo menos no que diz respeito ao
aspecto físico. Porém é aquela coisa do estereótipo
do Brasil e do brasileiro por quem vê de fora: “no Brasil todo mundo pensa em
festa, em samba”, “no Brasil, todo mundo tem instinto selvagem” ou ainda: “lá só tem marginal... até os bichos roubam!”.
No filme isso é mostrado o tempo inteiro. Os macaquinhos roubam os anéis,
relógios, celulares. O garoto, órfão, sozinho, apesar de bom, faz o que sabe
que é errado para conseguir dinheiro.
Passa
despercebidamente pra quem assiste só com a intenção de se divertir. Aliás, o
filme é bastante engraçado, vale umas boas gargalhadas. Mas, por exemplo, o
povo brasileiro retratado é muito igual, muito do mesmo jeito, da mesma cor, da
mesma estrutura física. O Brasil é tão homogêneo assim? Além disso, o tão
famoso “jeitinho brasileiro” também está presente na obra. Onde? Como é que os
dois entram no sambódromo? Enganando o pobre do segurança, que fica atônito,
com a cara de besta que se parece com a do garçom aqui. Hahaha! Isso não tem
graça alguma: Uma coisa curiosa no filme é a questão do pássaro Blu que, ao
sair do Brasil, se socializa, civiliza e, por sinal, se torna inteligente. Pelo
único motivo de ter sido criado fora do Brasil, por uma americana?! Enfim...
Mas
a trilha sonora do filme, vamos combinar, é espetacular! Além da presença de
boas melodias, boas letras e vozes, as músicas são cantadas quase inteiramente
por artistas brasileiros. Ivete é a intérprete de uma composição especial para
o filme que aparece nos créditos (que ódio!). Claro, não vamos esquecer da
indicação ao Oscar. Não. O Brown jogou! Claro, não foi ele sozinho, mas vamos
puxar um pouco o saco.
A
gente vê também a sensibilidade do cachorro, sua bondade, voluntariedade e
vontade de se divertir. Isso é característica brasileira! Ao menos de boa parte
da população. Além disso, Luiz (o cachorro) tem um sonho: voar. No fim do filme
ele consegue... de asa delta.
De
resto, o filme é agradável, bem curtinho e com a história bastante bonita. Vale
a pena assistir a ele sim. Mata a curiosidade, faz a pipoca, compra o refri. As
risadas são garantidas, a beleza na telinha também. Bom filme!
